[E-mail enviado pela Divisão de Bibliotecas, Documentação e Informação da Câmara Municipal de Oeiras dia 21 de Junho de 2011, a propósito da Homenagem Pública que teve lugar no Festival Histórias de Ida e Volta]
Olá Ana Paula,
O projecto Histórias de Ida e Volta faz este ano sete anos e tornou-se num dos mais emblemáticos projectos das Bibliotecas Municipais de Oeiras.
Nascido no âmbito da candidatura ao Programa Cultura 2000, tem conseguido uma implementação forte na dinâmica das bibliotecas, destacando-se o nível de adesão, fidelização e atracção de públicos diversos e heterogéneos. O projecto, nas suas várias vertentes representa uma aposta culturalmente muito importante que a Câmara Municipal de Oeiras tem realizado na área da tradição oral e da revitalização e reinvenção da memória colectiva, um dos vectores cada vez mais assumido como sendo crucial e determinante para o desenvolvimento das literacias.
Da natureza e amplitude do projecto resulta a capacidade de abrangência de múltiplos públicos, dos bebés aos avós, passando pela 1ª e 2ª infâncias, pelos jovens, pelos adultos e por segmentos de público mais específicos, como sejam os potenciais contadores de histórias e mediadores da leitura em geral. Em traços gerais, o projecto conta com algumas linhas fortes de actuação:
No âmbito deste projecto de continuidade, as Bibliotecas Municipais estão a organizar o primeiro Festival Histórias de Ida e Volta, que terá a duração de dois dias e pretende concentrar o trabalho de fundo e continuidade que as bibliotecas têm desenvolvido na área da promoção da leitura e das literacias, numa iniciativa mais alargada, aberta à comunidade, acolhendo e promovendo propostas de contadores de histórias portugueses e diversas propostas de intervenção artística apostadas na revitalização e reinvenção da memória colectiva.
O Festival pretende ainda promover e dinamizar a Fábrica da Pólvora, recriando e reinventando este lugar como espaço de revisitação da tradição, da memória e cultura popular.
Da programação importa destacar a diversidade de propostas artísticas e a abrangência de públicos-alvo, a presença nos dois dias de uma feira do livro e de uma feira de artesanato, de momentos de música e dança, oficinas para crianças (música, teatro, artes visuais), uma exposição de ilustração, um mural a ilustrar, actividades para bebés, contos, um espaço de divulgação e promoção das bibliotecas municipais, um Curso de Verão, o Festival da Narração, o concerto/baile e a projecção de um filme vídeo que consubstancia a memória viva do Festival, numa abordagem cruzada com recolhas de contos realizada de norte a sul do país.
No início do Festival da Narração, gostávamos de prestar homenagem a algumas pessoas cujos contributos têm sido determinantes para o sucesso e a qualidade do trabalho realizado: Ana Paula Guimarães, Cristina Taquelim, António Fontinha e Isabel Cardigos. Ao Rodolfo Castro, que esteve connosco na organização, faremos também uma menção de reconhecimento pela qualidade do seu trabalho como narrador e formador.
A ti, porque o teu papel na promoção e divulgação da literatura tradicional através do IELT tem sido decisiva e porque o IELT tem sido um parceiro fundamental na construção do nosso projecto.
... mas também pelo teu percurso profissional, pelo o teu trabalho como docente, como investigadora, que foi sempre afirmando a importância do conhecimento e da preservação da literatura de tradição oral e abrindo portas a todos quantos se deixaram maravilhar pelo universo dos contos, dos cantares, das danças, desse imenso universo de força criadora presente na cultura popular ...
Pensámos num momento simbólico simples, de reconhecimento público, que consideramos muito importante e será para nós uma alegria e um privilégio podermos fazê-lo, dando a voz a todos quantos vos reconhecem como referências.
[...] Julgo que o resultado geral está muito positivo. Estamos com boas expectativas!
Obrigada.
Ana Isabel Santos
Chefe da Divisão de Bibliotecas, Documentação e Informação
Câmara Municipal de Oeiras


