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Popularismo em "Mãe Pobre" de Carlos de Oliveira
Carlos Nogueira

O folclore poético – o mesmo é dizer a poesia oral popular – oferece, tomando como ponto de partida, um destes materiais ao poeta disposto a dele lançar mão, e um material riquíssimo de virtualidades, como nos atesta o nosso lirismo trovadoresco, o teatro de Gil Vicente, as redondilhas de Camões, ou modernamente a poesia de um Afonso Duarte.
        João José Cochofel, “Poesia”, in Vértice, n.º 108, Coimbra, 1952, pp. 449-450.

Neste artigo, procuramos demonstrar que Mãe Pobre de Carlos de Oliveira constitui uma importante revolução estética ao nível das relações entre o culto e o popular: entre a poesia de autor, inserida no quadro teórico, ideológico e estético supra-individual do Neo-Realismo, e a poesia popular e tradicional, expressão do activo de pensamentos, sensibilidades, emoções, símbolos e procedimentos literários da comunidade.

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Algumas ilustrações neste site da autoria de Danuta Wojciechowska.