Livros que celebram o livro ou o prazer do livro e da leitura
A Maior Flor do Mundo (José Saramago), A Biblioteca da Avó (Maria do Rosário Pereira) e O Canteiro dos Livros (José Jorge Letria)
Carlos Nogueira
E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar? José Saramago, A Maior Flor do Mundo, ilustração de Luís Caetano, Lisboa, Caminho, 2001 A Biblioteca do Avô (2005), de Maria do Rosário Pedreira, e O Canteiro dos Livros (2007), de José Jorge Letria, são narrativas, dirigidas antes de mais a um público infantil e juvenil, que, como a instância titular desde logo indicia, têm como tema o gosto pelo livro e pela leitura. A Maior Flor do Mundo (2001), de José Saramago, também trata a questão do livro – das “histórias para crianças”1 – mas o que pontifica no título é um dos centros (o motivo) da narrativa: a flor, “caída” e “murcha”, que o “herói menino” encontrou no cimo de uma “inóspita colina redonda”, e, de imediato, por ser menino “especial de história”, quis salvar. Ficheiros:
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